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Bicicletas – é momento de se repensar a mobilidade | USUVIAS

Em período de pandemia, o uso de bicicletas pode colaborar na prevenção da contaminação pelo coronavírus

A capacidade de transformação é um dom que muitas vezes desperta em momentos de crise e tensão.

A busca de meios saudáveis de vida é uma constante, principalmente em um cotidiano repleto de situações estressantes como no dia a dia de grandes centros urbanos.

A pandêmica da Covid-19 tem despertado a percepção de que a bicicleta, como meio de locomoção urbana, em momento de exigência de distanciamento social, pode significar uma saída favorável a se evitar o contato pessoal, já que, tão cedo, não há perspectiva de vacina que nos proteja do coronavírus.

Nova Iorque, por exemplo, leva adiante um projeto de transformação da mobilidade, visando a transformação de cerca de 120 km de ruas em espaço destinado aos ciclistas e pedestres.

Big Apple mostra ao mundo, com essa mentalidade voltada ao bem comum e em favor da valorização do interesse social, que é possível transformar situações de crise gerando bem estar e proteção à população.

São Paulo, por exemplo, expandiu horários e dias de acesso de bicicletas em trens e metrôs, incentivando o uso desse meio de transporte que além do baixo custo, contribui favoravelmente com o meio ambiente e com a saúde.

No Brasil, centenas de municípios são cortados por rodovias sob concessão, muitos deles ligados por distâncias que facilmente seriam transpostas pelo uso de bicicletas, principalmente pela topografia favorável.

A construção de ciclovias não requer alto investimento e grande tempo para sua implantação, além de garantir um enorme retorno social.

Os aspectos positivos do uso de bicicletas em locomoção de curta distância são patentes, tanto no âmbito individual quanto coletivo.

Então, qual a razão de se restringir o uso de bicicletas em vias sob concessão? Acreditamos ser o momento de se repensar a questão e incluir nas concessões rodoviárias a obrigatoriedade de construção de ciclovias voltadas para a locomoção tanto urbana quanto intermunicipal?

Não há nada que impeça essa transformação, bastando vontade direcionada para tal fim por parte de nossos governantes.

As concessionárias, possivelmente, devem enxergar uma medida de transformação de tal natureza com bons olhos, pois a par da valorização da imagem e da contribuição positiva em favor das sociedades regionalizadas, os custos seriam suportados por realinhamentos contratuais.

E esses realinhamentos contratuais necessariamente não precisariam repercutir em elevação de tarifa, já que a prorrogação do prazo contratual é uma verdade.

E motivação para essa guinada vem da atual crise da pandemia que anseia por alternativas criativas para se driblar riscos de contaminação, pedindo distanciamento social ao mesmo tempo em que se deseja o retorno da vida à normalidade diária.

É, portanto, momento de se repensar essa questão.

Essa política pública de interesse social passa a ser uma de nossas bandeiras, pois vai ao encontro dos interesses de parcela significativa de usuários.

Agência Usuvias

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