UM NOVO CONCEITO EM EVENTOS.

(19) 99823-8857

Federação Paulista de Ciclismo inicia levantamento de pistas de XCO.

Com o grande crescimento da modalidade XCO (Mountain Bike Cross Country Olímpico) a procura por pistas para a sua prática vem aumentando.

A Federação Paulista de Ciclismo, através de seu diretor de Mountain Bike, Robison Pagotti, estará a partir desta semana, realizando um trabalho em todo Estado de São Paulo, onde fará um levantamento de pistas, bike parks públicos e particulares, orientando e fazendo um cadastro para uma consulta dos praticantes.

A nossa intenção é fazer um cadastro de todas as pistas para a prática do XCO e deixar tudo bem explicado, como altimetria, distância total da pista, nível técnico, infra estrutura do local, acesso, socorro médico – em caso de acidentes – telefone úteis, rede hoteleira e principalmente estreitar os laços entre a FPC e os organizadores e/ou proprietários de pistas para a prática do MTB XCO. comentou Robison Pagotti

Com essa realização, a Federação Paulista de Ciclismo estará fazendo um grande trabalho e incentivando a prática consciente da modalidade XCO.

Vemos um grande crescimento em construção de novos bikes parks e pistas caseiras e isso é muito bom para o esporte, já que sem pistas e locais apropriados para a prática, o xco fica “engessado”

Todas a visitas técnicas serão agendadas com os responsáveis e seguirá todos os protocolos de saúde.

Caso você tenha uma pista e queira agendar uma visita, entre em contato pelo telefone (11) 93364-1383 – Robison Pagotti.

Dicas para começar a pedalar com segurança, por Gisele Gasparotto

Começou a pedalar? Então leia essas dicas de ouro para você não ser “perder” no meio do processo.

1) Saber se equilibrar na bike não é a mesma coisa que saber pedalar, então, se você tiver insegurança ou dificuldades para entender como o seu corpo todo trabalha para estabilizar a bike, procure ajuda de profissionais, como nós na LuluFive 😊

2) Não pule etapas! Tenha paciência e respeite o seu processo de evolução. Não se compare com os outros. Às vezes, a gente mira em alguém que já pedala há mais de 3 anos e quer chegar no nível técnico e de performance que ela está, em 1 mês. Muitas coisas podem dar errado se você fizer isso. Desde levar um belo tombo (por falta de técnica), até provocar uma lesão por excesso de treino sem preparo.

3) Se estiver numa estrada, ante sempre mais próximo da faixa da direita do acostamento do que da faixa de rolagem, pois, o vácuo que os caminhos e ônibus provocam se passar muito próximo à você, pode te desestabilizar.

4) Se estiver pedalando na rua e não tiver ciclovia, sempre ande na pista da direita, mas, ocupando uma faixa. Nunca fique espremido junto à guia, pois, caso um carro te feche, você fica sem opção de escape.

5) Sinalize suas intenções usando o braço. Se quer ir pra direita, esquerda, faça o sinal com o braço para que os carros possam ver e te dar passagem.

6) Na estrada em que não tem acostamento, ante em fila única, sempre à direita da pista.

7) NUNCA use fones de ouvido para que você possa escutar os veículos que se aproximam, ou pedestres, ou até mesmo, outros ciclistas.

8) Sempre use roupas chamativas ou luz traseira e também dianteira para que os motoristas possam ver vocês de longe.

9) Sempre tenha um contato de emergência que saiba para onde você está indo. Existem vários aplicativos que rastreiam sua pedalada, como o Beacon no Strava e também a tecnologia Angi dos capacetes Specialized (app Ride).

10) Leve sempre seus documentos e dinheiro com você para uma emergência.

Bons treinos !

Fonte –  Strava Brasil Club

Drogas proibidas para atletas são testadas no tratamento da Covid-19

A novidade está no uso de eritropoetina sintética, mais conhecida como EPO, para tratamento de casos graves da doença. As pesquisas são do Instituto Max Planck de Medicina Experimental em Göttingen, na Alemanha. Por provocar o aumento da capacidade de oxigenação dos músculos, devido a maior produção de células vermelhas no sangue, a droga é muito utilizada em pacientes com insuficiência renal ou com anemia profunda. “Fora isso, o grande uso é para doping”, informa o infectologista Celso Ramos. O caso mais famoso de doping por EPO é o do ciclista Lance Armstrong.

O caso mais famoso de doping por EPO é o do ciclista Lance Armstrong. Lenda do ciclismo por ter vencido a Volta da França sete vezes (de 1999 a 2005), o atleta teve todos seus títulos cassados. Mas o que levou os cientistas a cogitarem a EPO para o benefício de pessoas infectadas com a Covid-19?

Um paciente internado em estado grave da doença e com valores sanguíneos ruins, em um hospital iraniano, no final de março, melhorou após prescrição da droga. Outra indicação vem exatamente aqui da América do Sul. Casos críticos são mais raros em áreas de grande altitude, onde as pessoas produzem naturalmente mais EPO no organismo e estão mais adaptadas às deficiências de oxigênio.

“Sou a favor da ciência. Então, qualquer medicamento que for utilizado, precisa da comprovação de eficácia antes. Desconheço a ação de eritropoetina sobre o vírus ou sobre o sistema imunológico. Precisa fazer experimentação e ter comprovação científica”, defende Celso Ramos.

Outra preocupação é que com uma nova utilidade clínica para esta droga, os casos de doping possam aumentar, ou mesmo que o uso de EPO para o combate ao coronavírus vire uma desculpa”, alerta a biomédica, Lara Santi, especialista em antidoping.

É importante que os atletas saibam que não estão isentos de serem pegos no antidoping se fizerem uso de EPO. Até porque é preciso haver uma liberação prévia ou posterior para uso terapêutico de qualquer substância, que é concedida com base em laudos médicos. Profissionais que tratam atletas de alto rendimento precisam ficar atentos.

A mesma regra vale para o corticoide. Diferentemente da EPO, já existe a comprovação de eficácia do uso de doses moderadas de dexametasona em pacientes crônicos da Covid-19. “Não é para uso preventivo ou para pacientes com formas leves ou moderadas da doença”, ressalta o infectologista Celso Ramos.

Em meio à pandemia não há uma liberação para uso de substâncias proibidas. Os códigos permanecem em vigor e os testes continuam normalmente, mesmo que mais limitados em locais com isolamento social ou que registrem picos de contágio do coronavírus. “A sensação é de que o mundo parou, mas a regra continua a mesma. A Olimpíada vai acontecer e é preciso dar continuidade ao trabalho”, esclarece Lara Santi.

Os testes com EPO também continuam. “A Covid-19 pode ter consequências tão graves para a saúde que precisamos examinar todas as evidências do efeito protetor que a EPO pode ter. Afinal, atualmente não há vacina ou medicamento disponível. É por isso que estamos preparando um ensaio clínico, o chamado estudo de prova de conceito”, explica Hannelore Ehrenreich, cientista do Instituto Max Planck de Medicina Experimental. Nestes testes, pacientes da Covid-19 em estado crítico receberão quantidades adicionais de EPO.

Por Ivana Negrão. www.uol.com.br

PROJETO SENSE TRILHAS CHEGA PARA AMPLIAR CULTURA DE MANUTENÇÃO DE TRILHAS NO BRASIL

Com apoio da Knob Trail System, projeto que começou recuperando trilhas em Divinópolis, Minas Gerais, deve se espalhar para os quatro cantos do Brasil

No exterior, principalmente nos Estados Unidos, a cultura do trail building – construção de trilhas – é muito comum. Porém, aqui no Brasil, pegar uma pá e ir para o mato cavar e limpar é algo que não passa pela cabeça de muitos praticantes do esporte. E, com certeza, isso não é por mau.

Um dos maiores motivos para isso acontecer por aqui é que, durante muitos anos, o mountain biking foi praticado, principalmente, em estradas de terra, que normalmente tem manutenção feita pelo poder público. Com isso, boa parte das trilhas fechadas estilo single track acabam sendo deixadas à própria sorte, sofrendo bastante com a erosão e o acúmulo de mato – inevitavelmente, muitas delas acabam ficando inutilizáveis.

Além disso, obstáculos como saltos, curvas com parece e outros, praticamente, inexistem, já que eles devem ser construídos por alguém. No fim, a comunidade ciclística perde locais para se divertir e treinar, e os próprios atletas acabam ficando com o nível técnico menor.

Projeto Sense Trilhas

Para mudar este cenário, a Sense Bike criou o Sense Trilhas. Com o projeto, a marca nacional promete não só fazer a manutenção de trilhas em diversas cidades do Brasil, mas também ampliar a cultura da “cavação”.

“Trata-se de um projeto de construção e revitalização de trilhas”, afirmou Marlen Ferreira, marketing da Sense Bike e team manager da Equipe Sense Factory Racing.

“Nesta primeira fase, começamos por Divinópolis (MG), revitalizando um roteiro de 12Km com muito single track, na região dos bairros Serra Verde e Candelária. Além disso, revitalizamos mais 3 km de trilhas na região de Ermida, também em Divinópolis. Todas elas ficaram muito legais!”, explicou.

“Nosso objetivo é dar uma melhor experiência para aqueles que estão entrando no esporte agora. Queremos que as pessoas pedalem em trilhas bem feitas e bem conservadas, com nível técnico baixo e médio. Estamos criando locais bem democráticos, para que todos possam aproveitar”, complementou Marlen.

“Queremos trazer este conceito de conexão entre pessoas e trilhas não só para Divinópolis, mas também para outros lugares do Brasil. Ainda não temos um roteiro fechado, mas vamos estar presente em pelo menos mais quatro cidades brasileiros”, prometeu.

Na cidade mineira, os trabalhos começaram com um pedal para reconhecimento das trilhas, que permitiu descobrir quais deveriam ser os focos da manutenção. Depois, matérias primas como madeiras de doação foram preparadas e devidamente cortadas.

Apenas em uma terceira etapa o grupo, composto por profissionais da “cavação” e entusiastas do esporte, colocou a mão na massa, seguindo as orientações do experiente Diego Knob para deixar deixar as trilhas na melhor condição possível – ao todo, a revitalização demandou uma semana de trabalho com a presença muitos voluntários.

Marco de inauguração

Apoio da Knob Trail System

Quando o assunto é trail building, o atleta Diego Knob é um dos nomes mais conhecidos do Brasil. Isso porque, além de ser multi-campeão tanto no Enduro quanto no Downhill, o piloto da Sense Factory Racing é responsável pela Knob Trail System, empresa especializada na “cavação”, que foi responsável pela construção de muitas das trilhas usadas no Sense Enduro Cup – o primeiro campeonato nacional oficial da modalidade com chancela da CBC.

Além disso, o petropolitano é amplamente conhecido pelo trabalho de difusão da cultura da manutenção de trilhas no Brasil.

“Nossa ideia é difundir a cultura da “cavação” para outros lugares. Não só no ponto de vista técnico de como cavar, mas também a cavação como união de uma comunidade em prol de um objetivo maior, que é manter as trilhas limpas”, explicou Knob.

“Queremos que as pessoas que não tem tempo para ir lá ajudar com a própria mão de obra, colaborem com os grupos que fazem manutenção em trilhas com ferramentas, matérias primas ou de qualquer outra forma que elas consigam”, afirmou.

“É importante a união entre todas as modalidades, seja XCO, XCM, Downhill ou Enduro, já que todos praticamente usam as mesmas trilhas. Então, acredito que, independente da modalidade, é importante o fortalecimento desta cultura” – completou.

Breno Bizinoto, influenciador digital que está participando do projeto, realmente parece ter se empolgado com a ideia. Porém, ele deixa uma importante observação:

“Quem pretende pedalar na montanha deve entender que parte do esporte é construir esses caminhos, é algo que todo mundo deve fazer. Mas, é preciso que as pessoas tenham uma orientação, assim como a que estamos tendo aqui com o Knob”, explicou Breno.

“Antes de pegar uma pá e sair cavando por aí, o que pode até produzir algum estrago, é preciso que a pessoa tenha uma orientação técnica para entender por onde a água deve escorrer, como desenhar a montanha e até como criar um caminho de MTB corretamente”, afirmou.

“Quando você aprende com um profissional como o Knob e faz a coisa certa, a trilha fica muito bacana. Isso aumenta a segurança, a diversão e até a sustentabilidade”, finalizou Breno.

Inauguração oficial

Com a expectativa de percorrer outras localidades no Brasil, o Sense Trilhas promete deixar um legado de preservação, fortalecendo a cultura de integração que ainda faz muita falta em nosso país. Por isso, a ação contou com uma pedalada especial que aconteceu no último sábado, dia 4 de julho.

“Na inauguração da primeira fase do projeto, além de fazer um pedal para que parte da galera de Divinópolis pudesse conhecer as novas trilhas da cidade, também colocamos um marco para destacar esta colaboração que visa melhorar o esporte”, afirmou Marlen Ferreira.

“Queremos celebrar a parceria entre a Sense Bike e a comunidade ciclística de Divinópolis, representada pela Associação Divinopolitana de Ciclismo e pelo Instituto Pedalar”, finalizou.

     

Como ficar em Forma com Treinos de 30 minutos por dia.

Olá ciclista! 🙂

Uma das grandes dificuldades que encontro quando falo com os ciclistas que me seguem, é o seu pouco tempo disponível para treinos.

Se tu és uma pessoa que tem um ritmo de trabalho exigente ou tens pouco tempo para treinar, deves optar por fazer treinos rápidos, com a intensidade certa, para que possas progredir, deixando de lado as desculpas de que não tens tempo.

Costumo sempre dizer que cada um trabalha com o que tem. E nas linhas deste artigo, eu quero mostrar-te alguns exemplos de como podes aproveitar esse tempo para aplicar em treinos rápidos de até 30 minutos. Lembrando que, podes usar estes como modelo, e fazer treinos ligeiramente maiores, caso tenhas mais do que 30 minutos disponíveis.

Que tipos de treino posso aplicar em 30 minutos?

Existem vários tipos de treino que nós podemos aplicar, seja em 30 minutos ou 45 minutos, ou até em mais tempo. No entanto, este artigo é destinado a pessoas que tenham em média 30 minutos por dia.

Uma das grandes dificuldades de quem tem pouco tempo para treinar é que vai ter menos capacidade aeróbia. Ou seja, vai ter pouca resistência de longa duração. Mas sobre isso irei falar numa outra oportunidade, já que hoje o assunto é sobre treinos curtos.

Decidi dividir o artigo em treinos para os vários tipos de capacidade a desenvolver. Caso não saibas quais são essas capacidades que estamos a falar, recomendo-te dares uma leitura rápida ao nosso artigo sobre a diferença entre o metabolismo aeróbio e anaeróbio para que entendas melhor.

Em treinos curtos, existem capacidades mais treináveis do que outras. Seleccionei neste artigo aquelas que considero mais fáceis de treinar para quem tem apenas 30 minutos disponíveis:

  • Treino de Sprints (Velocidade)
  • Treino de FTP (Potência aeróbia)
  • Subidas Curtas (Potência anaeróbia)

Treino de Sprints (Velocidade):

treino, Como ficar em Forma com Treinos de 30 minutos por dia

Para todo o ciclista, treinar sprint é sempre um grande martírio. A maioria dos ciclistas amadores que conheço foge deste tipo de treinos como o diabo foge da cruz.

Muitos também alegam que é uma capacidade muito dependente da genética, e que por isso não lhes justifica treiná-la. Alguns usam essa desculpa numa frase deste género “Eu sou um ciclista a gasóleo, sprint não é para mim”. Ou então “eu não sou muito explosivo”.

Se é verdade que a genética influencia muito o pico de potência e a velocidade, também é verdade que o treino de velocidade estimula muito a nossa componente anaeróbia. Isso fica ainda mais evidente quando treinamos sob fadiga usando recuperações curtas entre os vários esforços. Isto independentemente da minha propensão genética para ser um sprinter ou não. Os benefícios estão lá.

Mesmo para quem tem maior foco em subidas, o sprint quando aplicado no final da subida tem relevância e pertinência, mesmo que eu não seja um velocista. Quem nunca teve vontade de no final da subida deixar para trás aquele nosso rival, mas no fim ele teve capacidade para ainda ir lá sprintar e nós ficamos pregados no asfalto? Quem está habituado a este tipo de treinos consegue suportar melhor a acidose muscular e fazer esse tipo de esforços mesmo quando o coração já quase sai pela boca.

Por isso o treino de velocidade é excelente para qualquer ciclista, mas sobretudo para quem tem pouco tempo. Ele estimula as intensidades mais altas e de mais curta duração, e é um treino que em pouco tempo gera resultados!

Abaixo deixo-vos um exemplo de treino de velocidade:

  • 8′ de Aquecimento
  • Seguir numa cadência de 100rpm, aumentando gradualmente a intensidade nos primeiros 6′. Nos 2′ finais seguir em ritmo fácil.
  • 1º Bloco de 3 minutos:
  • 3x Sprint com arranque parado de 20” com 40” de recuperação.
  • 3′ Intensidade baixa
  • 2º Bloco de 3 minutos:
  • 3x Sprint em cadência máxima 15” com 45” de recuperação. (Sprintar sentado no selim)
  • 3′ de intensidade baixa
  • 3º Bloco de 3 minutos:
  • 3x Sprint lançados de 10” com 50” de recuperação. (Sprintar fora do selim)
  • 6′ Intensidade baixa

Este é um treino típico em pirâmide decrescente. Bastante completo e intenso. Claro que vocês podem adaptar este modelo que vos dei e treinar à vossa maneira. Algumas das alterações que podem ser feitas são:

  • Inverter a sequência decrescente para crescente
  • Trabalhar só com sprints de 10” se queremos aumentar o pico de potência
  • Trabalhar só sprints de 15 e 20” se queremos aumentar a resistência do sprint
  • Aumentar a recuperação entre sprints para focar mais no pico
  • Diminuir a recuperação entre sprints para focar mais na resistência à fadiga

É sempre importante irem fazendo variações de semana para semana, para que os treinos não fiquem monótonos e haja alguma sensação de progressão. Se for feito em conjunto com um amigo, dá sempre outra dinâmica mais interessante.

Treino de FTP (Potência aeróbia):

Desde a entrada dos medidores de potência no mercado, novos conceitos e termos técnicos foram vingando no seio do ciclismo. Um dos termos muito em voga é o do FTP, que significa “Limiar de trabalho funcional”.

O FTP corresponde à maior potência média que nós conseguimos aplicar durante 1h de esforço. Muitos dos treinos por potência são prescritos a partir da obtenção do FTP. Ele pode ser descoberto por testes de campo ou de laboratório, diretos ou indiretos  (dedicarei uma aula só sobre isso brevemente), e tem como objetivo gerir a intensidade do esforço nos treinos por potência.

Claro que nem toda a gente tem possibilidades de adquirir um medidor de potência, e por esse mesmo motivo vou deixar aqui um exemplo deste tipo de treino:

  • 5′ de Aquecimento progressivo
  • 10′ a 90% do FTP até ao minuto 4, e a partir daí manter a 100% FTP até ao final da série
  • 2′ Intensidade baixa
  • 10′ a 100% do FTP
  • 3′ Intensidade baixa

Para quem treina por sensações, uma boa alternativa seria fazer as séries num ritmo forte que custe bastante falar.

Outra possibilidade para realizar este tipo de treino é encontrarem um percurso sempre fixo e todas as semanas melhorar a velocidade média do percurso. Isto vai ajudar-nos a medir a progressão ao longo das semanas.

Também podemos modificar os tempos das séries fragmentando de uma forma diferente. Contudo, o ideal seria sempre trabalhar com recuperações curtas.

Subidas Curtas (Potência Anaeróbia):

Por fim, outro tipo de treino que é prático de executar em 30 minutos (ou mais) é o treino de Subidas curtas.

Este é o típico treino explosivo, onde procuramos uma subida muito íngreme, de preferência acima dos 7-8%, para que tenhamos de aplicar mais força no pedal para nos deslocarmos.

Este modelo pode ser aplicado com repetições iguais, ou repetições em pirâmide. No exemplo abaixo mostro um exemplo em pirâmide invertida:

  • 6′ de Aquecimento
  • 1x 3′ Esforço máximo, recuperação de 1′
  • Iniciar com calma, finalizar o último minuto à morte
  • 2x 2′ Esforço máximo, recuperação de 2′
  • Iniciar com calma, finalizar o último minuto à morte
  • 3x 1′ Esforço máximo, recuperação de 3′
  • Sprintar nos últimos 10”
  • 6′ Intensidade baixa

Como é lógico, este treino também pode ser feito em terreno plano. No entanto, teremos maior dificuldade em aplicar altas potências, já que quando o terreno é inclinado a resistência a vencer é maior, pois a força da gravidade exerce uma força extra.

O princípio deste tipo de treinos é aplicar o máximo de potência em curtos períodos de tempo, para assim desenvolvermos a nossa potência anaeróbia. É uma capacidade facilmente treinável nos treinos curtos, então é bastante pertinente incluí-la nos treinos de 30 minutos.

Dica Extra: Não abandonar os treinos longos

Uma das coisas que eu não quero que aconteça, é que leias este artigo e penses que os treinos de 30 minutos vão resolver todos os problemas da tua vida, e não precisas mais de te preocupar com treinos longos.

Quero deixar bem claro que, por muitos treinos curtos e bem feitos que façamos, devemos aproveitar todo o nosso tempo livre para colocar pelo menos 2 treinos maiores durante a nossa semana de treinos. Quando digo maiores, podem ser de 2h30′ a 3h30′, ou até mais, caso as competições onde queremos entrar justifiquem treinos mais longos.

Para sermos um ciclista mais completo precisamos de resistência aeróbia, e ela ganha-se acumulando quilómetros nas pernas, acumulando horas de treino. Particularmente em baixa intensidade (embora alguns desses treinos possam ser mais intensos, particularmente se treinarmos em grupo).

A resistência aeróbia engloba vários tipos de resistência, que vão desde a potência aeróbia até à capacidade aeróbia. No entanto, as que devem ter maior percentagem no nosso microciclo de treinos são a capacidade aeróbia (treino extensivo de baixa intensidade) e a endurance (treino longo mas numa intensidade média ou com longos aumentos de ritmo intervalados).

Por isso o meu conselho é: aproveita ao máximo os 30 minutos que tens por dia para treinar, mas lembra-te. Nada substitui o treino longo. Ele vai-te ajudar a recuperar melhor, e sobretudo a aguentar melhor as competições.

Conclusão

Recapitulando aquilo que foi escrito neste artigo, trouxe alguns exemplos de treinos que podes aplicar quando o teu tempo é demasiado curto.

Eles podes ser realizados outdoor ou indoor. No entanto eu recomendo que os faças outdoor para que os efeitos sejam mais benéficos, e a experiência da pedalada seja realmente eficaz.

Para este tipo de treinos curtos, vimos que são pertinentes alguns tipos de capacidades físicas, que podem ser trabalhadas a partir dos seguintes tipos de treino:

  • Treino de Sprints (Velocidade)
  • Treino de FTP (Potência aeróbia)
  • Subidas Curtas (Potência anaeróbia)

Falamos também sobre a importância de não pensar que, porque acabamos de ler isto neste artigo, os treinos longos não são mais importantes. Pelo contrário. Estes treinos curtos é que são o ingrediente que dá o sabor mais apurado à receita, pois o principal é a nossa capacidade aeróbia, e essa faz-se pedalando por muitas horas ao longo da semana.

Eu acredito que quando mudares a tua forma de treinar e aproveitares o teu curto tempo da melhor forma, vais facilmente verificar uma evolução logo nas primeiras 3 semanas. Como é óbvio, se mantiveres a consistência, vais sentindo cada vez mais a melhoria do teu desempenho como um todo. 😉

E nunca é de mais lembrar que, estes são apenas exemplos. Podes adaptá-los à tua maneira, desde que mantenhas a mesma filosofia, ok? 🙂 Eu não tenciono apenas te dar o peixe, quero te ensinar a pescar também.

Fonte: https://segredosdociclismo.com/ –  Escrito por Tiago Torres

Empresas listam 10 propostas ao governo para estimular uso de bicicleta.

A Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike) elaborou dez propostas ao poder público para estimular o uso de bicicletas no país em meio à reabertura das cidades diante da pandemia do novo coronavírus. “É necessário que o poder público entenda e leve a sério esta questão – como já acontece em diversas partes do mundo”, disse a entidade.

A expectativa da Associação, que conta com mais de 80 associados, entre fabricantes, montadores, importadores, distribuidores e lojistas, é que a bicicleta se torne uma alternativa àqueles que se deslocam pela cidade e tentam evitar aglomerações no transporte público.

A elaboração das propostas acontece depois de a entidade registrar aumento de 50% nas vendas de maio, na comparação com o mesmo período do ano passado.

As 10 propostas

1. Ampliar rede de ciclovias, ciclofaixas, bicicletas compartilhadas e bicicletários permanentes nas cidades brasileiras, além de permitir maior acesso de bicicletas ao transporte coletivo (intermodalidade)

2. Reduzir a carga tributária sobre as bicicletas, para que a população tenha acesso a bicicletas mais baratas e de maior qualidade.

3. Criar uma rede extra de ciclovias e ciclofaixas temporárias nas cidades brasileiras, para auxiliar os trabalhadores de atividades essenciais durante a pandemia e no processo de saída dela.

4. Criar uma linha de crédito atrativa, junto aos bancos públicos, para financiamento de aquisição de bicicletas e bicicletas elétricas pela população brasileira.

5. Distribuir um voucher de R$ 100 para custear especificamente a revisão e o conserto de bicicletas usadas pela população.

6. Alterar legislação trabalhista para obter pleno reconhecimento da bicicleta como meio de transporte por trabalhadoras e trabalhadores, incluindo a manutenção do vale-transporte pelo uso de bicicleta.

7. Criar uma política nacional de ciclologística para estimular e dar segurança às entregas feitas em bicicletas em todo o país – desde sempre consideradas um serviço essencial.

8. Criar políticas públicas (nacionais e regionais) para desenvolvimento do cicloturismo, como forma de aquecer o turismo no país com segurança e distribuição de renda.

9. Ofertar mais áreas para o ciclismo esportivo e para o lazer em todo o país.

10. Criar um programa nacional de fortalecimento da economia verde, estimulando setores produtivos que contribuem ativamente para o combate às mudanças climáticas.

Fonte – www.uol.com.br

COPA DO MUNDO MTB XCO 2020 – UCI APRESENTA CALENDÁRIO PÓS-PANDEMIA

ENTIDADE MÁXIMA DO CICLISMO COMEÇA A SE PREPARA PARA VOLTA DAS COMPETIÇÕES. CONFIRA AS DATAS.

No último dia 15, a The Union Cycliste Internationale (UCI) anunciou seu novo calendário para diversas modalidades do ciclismo, dentre elas a Copa do Mundo de MTB XCO, e também do Campeonato Mundial de XCO. Além disso, a entidade ainda apresentou o novo sistema de classificação para as olimpíadas de Tókio 2021.

Foto 75089
A nota emitida pela entidade explica que as competições ao redor do mundo foram paralisadas em março e que, depois de muita negociação com os acionistas e com as autoridades locais, a Copa do Mundo de MTB XCO terá seu início em Setembro, com diversas competições acontecendo em finais de semanas consecutivos até novembro.

Até o cancelamento, seriam dez etapas ao todo, com seis provas de XCO e Short Track e oito de Downhill. Porém, quatro organizadores tiveram que cancelar suas participações do conta da pandemia da Covid-19: Losinj (Croácia), Fort William (Grã Bretanha), Vallnord Pal Arinsal (Andorra) e Mont-Sainte-Anne (Canadá).

Calendário Copa do Mundo de MTB XCO 2020

-5-6 Setembro: Lenzerheide, Suíça (XCO/DHI)

-12-13 Setembro: Val di Sole, Itália (XCO/DHI)

-19-20 Setembro: Les Gets, França (XCO/DHI)

-29 Setembro-4 October: Nove Mesto na Morave, Republica Tcheca (XCO) – Dois Rounds

-15-18 Setembro: Maribor, Slovenia (DHI) – Dois Rounds

-29 Outubro-1st Novembro: Lousa, Portugal (DHI) – Dois Rounds

Sistema de classificação olímpico

Os pontos conquistados em dois fins de semana da Copa do Mundo durante 2021 serão adicionados aos somados até o dia 3 de março de 2020. As competições ainda devem ser escolhidas no futuro.

Bicicletas – é momento de se repensar a mobilidade | USUVIAS

Em período de pandemia, o uso de bicicletas pode colaborar na prevenção da contaminação pelo coronavírus

A capacidade de transformação é um dom que muitas vezes desperta em momentos de crise e tensão.

A busca de meios saudáveis de vida é uma constante, principalmente em um cotidiano repleto de situações estressantes como no dia a dia de grandes centros urbanos.

A pandêmica da Covid-19 tem despertado a percepção de que a bicicleta, como meio de locomoção urbana, em momento de exigência de distanciamento social, pode significar uma saída favorável a se evitar o contato pessoal, já que, tão cedo, não há perspectiva de vacina que nos proteja do coronavírus.

Nova Iorque, por exemplo, leva adiante um projeto de transformação da mobilidade, visando a transformação de cerca de 120 km de ruas em espaço destinado aos ciclistas e pedestres.

Big Apple mostra ao mundo, com essa mentalidade voltada ao bem comum e em favor da valorização do interesse social, que é possível transformar situações de crise gerando bem estar e proteção à população.

São Paulo, por exemplo, expandiu horários e dias de acesso de bicicletas em trens e metrôs, incentivando o uso desse meio de transporte que além do baixo custo, contribui favoravelmente com o meio ambiente e com a saúde.

No Brasil, centenas de municípios são cortados por rodovias sob concessão, muitos deles ligados por distâncias que facilmente seriam transpostas pelo uso de bicicletas, principalmente pela topografia favorável.

A construção de ciclovias não requer alto investimento e grande tempo para sua implantação, além de garantir um enorme retorno social.

Os aspectos positivos do uso de bicicletas em locomoção de curta distância são patentes, tanto no âmbito individual quanto coletivo.

Então, qual a razão de se restringir o uso de bicicletas em vias sob concessão? Acreditamos ser o momento de se repensar a questão e incluir nas concessões rodoviárias a obrigatoriedade de construção de ciclovias voltadas para a locomoção tanto urbana quanto intermunicipal?

Não há nada que impeça essa transformação, bastando vontade direcionada para tal fim por parte de nossos governantes.

As concessionárias, possivelmente, devem enxergar uma medida de transformação de tal natureza com bons olhos, pois a par da valorização da imagem e da contribuição positiva em favor das sociedades regionalizadas, os custos seriam suportados por realinhamentos contratuais.

E esses realinhamentos contratuais necessariamente não precisariam repercutir em elevação de tarifa, já que a prorrogação do prazo contratual é uma verdade.

E motivação para essa guinada vem da atual crise da pandemia que anseia por alternativas criativas para se driblar riscos de contaminação, pedindo distanciamento social ao mesmo tempo em que se deseja o retorno da vida à normalidade diária.

É, portanto, momento de se repensar essa questão.

Essa política pública de interesse social passa a ser uma de nossas bandeiras, pois vai ao encontro dos interesses de parcela significativa de usuários.

Agência Usuvias

Nova York prepara reconstrução urbana sem precedentes, priorizando as bicicletas após o Covid-19

Já está ficando comum ouvirmos políticos de todo o mundo dizer que a bicicleta pode ser decisiva como meio de transporte durante a pandemia. Mas Nova York pode ser a primeira a realizar uma enorme reconstrução urbana com até 120 km de ruas para ciclistas e pedestres.

Sem vacina ou medicamentos comprovados para lidar com o coronavírus, a única medida verdadeiramente eficaz para prevenir a infecção é o distanciamento social popular. Mas o que acontecerá quando voltarmos às ruas?

A distância social entre pessoas de pelo menos 1,5 metro é uma boa medida para evitar um novo contágio maciço, mas é muito difícil manter essa distância em alguns espaços essenciais para que a atividade econômica volte ao normal. Por exemplo, em transportes públicos.

Muitos países já afirmaram que andar de bicicleta ou a pé são maneiras seguras de se locomover pela cidade enquanto durar a ameaça do vírus. Mas se o fluxo de ciclistas e pedestres crescer exponencialmente, eles ainda precisarão de mais espaço na cidade para que a distância de segurança possa ser mantida. Um espaço que precisará ser removido do tráfego motorizado.

Até agora, ouvimos apenas sugestões de países como França ou Espanha, mas em Nova York, a cidade com a maior densidade populacional do mundo, já existe um projeto de lei em cima da mesa que será aprovado nos próximos dias e que, de acordo com o StreetsBlog NYC , permitirá 120 km de ruas para uso exclusivo de pedestres e ciclistas.

O projeto teve alguns detratores, como o prefeito da cidade, Bill de Blasio, que agora parece ter que cumprir a nova reorganização da lei.

“Os nova-iorquinos não têm espaço nas ruas para manter distância social adequada, o que sabemos ser essencial nesta crise de saúde pública…Embora desejemos trabalhar em colaboração com o governo para abrir as ruas, esta questão é tão importante e tão urgente que estamos tomando medidas legislativas para que isso aconteça”, disse Corey Johnson, presidente do conselho da cidade.

Por sua parte, o prefeito está participando para que a medida seja acompanhada por uma grande presença policial que garanta o cumprimento dos novos regulamentos.

Depois de muitos anos em que a bicicleta recuperou seu espaço nas cidades, esse pode finalmente ser o impulso definitivo. Mas, como tudo o que temos visto nas últimas semanas, parece ser algo tão surpreendente que precisaremos ver para crer. Mas é um começo, e já é um começo excelente!

Fonte da matéria

Como melhorar a técnica da pedalada

Quando pedalamos, se ocorre alguma falha no movimento de uma das pernas, a outra acaba compensando-a. Uma perna ajuda a outra a completar a pedalada, dando assim continuidade ao ciclo e mantendo o ritmo de deslocamento da bike.

Ao pedalar com uma perna só, no entanto, essa ajuda deixa de existir e para manter o ritmo é necessário executar o ciclo completo do movimento ou a bike perde velocidade e estabilidade. Trata-se de um exercício muito eficiente para melhorar a técnica da pedalada.

Segundo Ricardo Hirsch, diretor técnico da assessoria esportiva Personal Life, esse exercício nos faz perceber a importância de ter uma pedalada redonda do início ao fim, aproveitando ao máximo os momentos de empurrar e puxar o pedal para ganhar velocidade.

Isso porque a tendência é relaxar a perna no movimento de retorno, quando o pé volta do ponto mais baixo para o ponto mais alto do pedal, deixando de aproveitar esse momento para fazer força. Por isso o exercício é eficaz para aprimorar a técnica e deixar o movimento mais uniforme, tornando-o mais eficiente.

Empurra e puxa em 3 fases

Resultado de imagem para forma correta de pedalar com pedal clip

Para obter ganhos com esse exercício, ele não pode ser feito apenas em baixa intensidade. É preciso haver variação de ritmo e de aplicação de força — assim, o atleta aprenderá a controlar o movimento em qualquer uma das situações.

A melhor forma é executá-lo em três fases, focando primeiro no movimento de empurrar o pedal, depois no de puxar e por fim empurrando e puxando. Hirsch sugere fazer três séries para cada fase, com duração de 1 minuto para os movimentos específicos e de 2 minutos para o ciclo completo, sempre alternando o ritmo, começando leve, passando a moderado e terminando forte.

Fonte www.ativo.com